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9 de Setembro de 2026

Banco Africano de Energia, no valor de 5 mil milhões de dólares, prevê lançamento em Novembro, com o Afreximbank a apoiar as empresas líderes angolanas

Banco Africano de Energia, no valor de 5 mil milhões de dólares, prevê lançamento em Novembro, com o Afreximbank a apoiar as empresas líderes angolanas
O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) comprometeu-se a reforçar o seu apoio financeiro às empresas petrolíferas angolanas, à medida que a instituição alarga a sua estratégia de financiamento aos mercados africanos do petróleo, do gás e das infraestruturas. Esta iniciativa surge num momento em que a instituição se prepara para lançar o Banco Africano da Energia (AEB) em Novembro deste ano, abrindo novas vias de financiamento para projectos angolanos.

Durante uma conversa informal na Conferência e Exposição Angola Oil & Gas (AOG) 2026, realizada esta semana, Haytham El Maayergi, vice-presidente executivo do Global Trade Bank do Afreximbank, afirmou que a instituição e a Organização Africana de Produtores de Petróleo (APPO) estão a desenvolver o AEB em resposta às dificuldades de financiamento com que se deparam os projetos africanos.

«África enfrenta um desafio relacionado com as flutuações no financiamento. Pretendemos adoptar uma abordagem mais estratégica na avaliação da forma como podemos ajudar África e Angola a fazer face a este desafio», afirmou, salientando que o AEB está destinado a tornar-se o maior financiador do sector do petróleo e do gás a nível mundial assim que entrar em funcionamento.

O AEB está em consonância com a estratégia mais ampla do Afreximbank em Angola, centrada no reforço da apropriação local, no empoderamento das instituições financeiras locais e na promoção de projectos de integração regional. O vice-presidente da instituição salientou o papel que o Afreximbank já desempenhou na mobilização de capital nos mercados energéticos africanos, destacando que cada 5 mil milhões de dólares investidos pela instituição no sector petrolífero ajudaram a mobilizar mais 14 mil milhões de dólares.

«Temos de pensar a longo prazo e na forma como podemos financiar projectos de forma estratégica. Temos também de apoiar o AEB, que arranca com uma capitalização inicial de 5 mil milhões de dólares», afirmou Haytham El Maayergi.

O Afreximbank já estabeleceu uma forte presença em Angola, mas, segundo El Maayergi, a instituição pretende reforçar ainda mais a sua presença no mercado. Em vez de se concentrar em projectos isolados, fez questão de descrever a estratégia da instituição como centrada na integração regional: «Estamos cada vez mais focados, não em projectos isolados, mas em reunir todo o ecossistema. Haverá muito trabalho a fazer nesta área.»

Para além do financiamento de projectos, El Maayergi explicou que, nos próximos cinco anos, o Afreximbank também se propõe «ajudar a criar as próximas cinco grandes empresas petrolíferas angolanas, apoiando as empresas a expandir a sua presença pan-africana». Esta iniciativa surge num momento em que a instituição procura reforçar a capacidade local, posicionando as empresas angolanas como participantes activas no sector petrolífero. 

Com o AEB prestes a abrir uma nova fonte de capital liderada por africanos, o Afreximbank está a posicionar o financiamento como um catalisador para o fortalecimento das empresas angolanas. A sua estratégia visa, em última análise, transformar as empresas locais em intervenientes regionais capazes de investir e competir nos mercados africanos.

 

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