COPIA destaca software de IA desenvolvido em Angola para reduzir para metade o tempo de interpretação sísmica
Numa conversa informal, Adilson Nelumba afirmou que a COPIA desenvolveu recentemente três produtos de software em Angola, com o apoio de revisões por pares realizadas por parceiros internacionais, à medida que a empresa expande a sua oferta tecnológica em todo o sector a montante.
Entre estas destaca-se a COPIA Seis, uma plataforma de interpretação sísmica baseada em IA, concebida para automatizar aspectos da análise do subsolo. A tecnologia recorre à IA e à aprendizagem automática, treinadas com base na geologia angolana, para identificar horizontes geológicos de forma automática.
«Podemos reduzir o tempo de interpretação para metade com esta tecnologia», afirmou Nelumba. «A nossa IA é treinada com base na geologia angolana para interpretar dados automaticamente, identificando os horizontes superiores e os horizontes inferiores.»
A empresa também desenvolveu o COPIA DynamicSim, que aplica a aprendizagem automática à simulação de reservatórios. O responsável pela empresa destacou que esta tecnologia poderá tornar-se cada vez mais relevante, à medida que Angola procura maximizar a recuperação de activos maduros.
«Angola precisa disto agora porque temos campos em fase de maturação e, por isso, precisamos de software local», afirmou.
A empresa está agora a alargar as suas capacidades para além de Angola, com Adilson Nelumba a apontar o escritório, recentemente criado, na Namíbia como uma plataforma para a expansão regional e para uma potencial participação na emergente indústria de exploração e produção do país.
«É uma nova fronteira. Os nossos produtos podem ajudar a desenvolver a Namíbia», afirmou ele. «Abrimos o nosso escritório, demonstrando que as empresas angolanas estão a expandir-se a nível internacional.»
Nelumba apresentou esta expansão como um exemplo de como a política de conteúdo local de Angola está a evoluir, indo além da participação no mercado interno para a criação de empresas capazes de exportar conhecimentos e tecnologia angolanos.

