Etu Energias quer atingir 100 000 barris por dia e prevê a criação de 50 postos de abastecimento no âmbito de uma estratégia energética integrada
Este objectivo insere-se na ambição da Etu Energias de se tornar uma empresa angolana de energia integrada, tendo a produção a montante como eixo central e investimentos previstos nos sectores intermédio e a jusante.
«A nossa visão é sermos uma empresa energética integrada que produza 100 000 bpd», afirmou Edson dos Santos. «Queremos ser um operador forte, capaz de assegurar que, caso Angola necessite, possamos intervir e garantir a produção.»
A exploração em terra firme irá desempenhar um papel importante na concretização desse objectivo. A Etu Energias está a concentrar-se na Bacia do Baixo Congo, incluindo o Bloco CON 4, onde a empresa passou os últimos 18 meses a recolher dados sísmicos e prepara-se para perfurar o seu primeiro poço de exploração.
«Vemos um enorme potencial e prevemos que a produção na parte terrestre duplique», afirmou o responsável pela empresa.
A estratégia inclui ainda o reforço da posição da Etu Energias na produção de activos offshore. Em Agosto de 2026, a empresa assinou um contrato de compra e venda com a Chevron para adquirir as suas participações nos Blocos 14 e 14K. Durante a AOG 2026, foi também assinado um acordo de financiamento entre a Etu Energias, a Shell e a Chariot para apoiar a aquisição.
«Reforçámos a nossa posição no Bloco 14 porque acreditamos no potencial deste activo», afirmou Edson dos Santos. «Acreditamos que podemos aumentar a produção e recuperar mais reservas, não só dos campos actuais, mas também de áreas próximas.»
A Etu Energias tenciona ligar os recursos já descobertos na zona do Bloco 14 às infraestruturas existentes, apoiando o aumento da produção e ampliando o valor do activo.
Entretanto, no Bloco 2/05, a empresa já está a demonstrar o potencial do investimento em áreas maduras. Uma campanha de perfuração lançada em 2025 incluiu três poços de desenvolvimento, um poço de exploração e cinco intervenções de manutenção. Edson dos Santos afirmou que a empresa perfurou o poço Espadarte 7ST2 em Maio de 2026, antes de perfurar um poço adicional que encontrou mais de 100 metros de espessura útil.
«Aumentámos a produção em 30% com esta campanha e continuamos a perfurar novos poços de desenvolvimento», afirmou, reconhecendo o mérito do Governo de Angola e da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) por terem estabelecido condições fiscais capazes de apoiar novos investimentos.
Para além do sector a montante, a Etu Energias planeia estabelecer a sua presença em todas as 21 províncias angolanas, com o objectivo de abrir, no mínimo, 50 postos de abastecimento. A empresa está também a desenvolver uma fábrica de lubrificantes que, segundo Edson dos Santos, se destina a satisfazer 50% das necessidades do mercado interno angolano.

