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10 de setembro de 2026

Negociações de financiamento para a refinaria de Lobito, com uma capacidade de 200 000 BPD, estão a avançar, afirma a Sonangol

Negociações de financiamento para a refinaria de Lobito, com uma capacidade de 200 000 BPD, estão a avançar, afirma a Sonangol
Angola está a avançar com as negociações de financiamento com parceiros chineses e outros parceiros internacionais para a sua refinaria de Lobito, com uma capacidade de 200 000 barris por dia (bpd), confirmou Sebastião Gaspar Martins, presidente do Conselho de Administração da Sonangol, durante uma conversa informal na Conferência e Exposição Angola Oil & Gas (AOG) 2026.

«Estamos a estudar a possibilidade de obter financiamento da parte dos chineses, mas também estamos a avançar com o financiamento noutras regiões», afirmou Gaspar Martins. «Ainda temos muito trabalho pela frente no desenvolvimento da instalação de Lobito, com uma capacidade de 200 000 bpd.»

Esta iniciativa de financiamento surge num momento em que Angola procura investidores regionais para o projecto. O presidente do Botswana, Duma Boko, visitou esta semana a Refinaria de Lobito, numa altura em que o seu país avalia um investimento no projecto. Angola ofereceu ao Botswana uma participação de até 30%, estando as negociações entre as equipas técnicas em curso. A Namíbia e a Zâmbia também foram convidadas a participar.

A refinaria constitui um elemento central da estratégia de Angola para reduzir a sua dependência dos produtos petrolíferos importados. Prevê-se que a produção inicial tenha início em 2027, estando a conclusão total prevista para 2029. O projecto surge na sequência do arranque bem-sucedido da Refinaria de Cabinda – desenvolvida pela Sonangol e pela Gemcorp. A primeira fase de operações já está em curso, com uma capacidade de 30 000 bpd, estando prevista uma segunda fase que visa adicionar mais 30 000 bpd.

«Ainda importamos cerca de 70% e precisamos de aumentar [a capacidade de refinação]», afirmou Gaspar Martins, acrescentando que Angola gasta aproximadamente 2 mil milhões de dólares em importações de produtos refinados. «O nosso objectivo é ter mais de 400 000 bpd refinados localmente.»

A Sonangol está, simultaneamente, a reforçar o seu portfólio no sector a montante – uma medida que Gaspar Martins descreveu como sendo «fundamental» para a sua estratégia no sector a jusante. Afirmando, ainda, que a empresa está actualmente presente em 42 concessões e opera 11, considerando o investimento no sector a montante essencial para apoiar o objectivo mais amplo de Angola de manter a produção nacional acima de um milhão de bpd.

A par do investimento na produção e na refinação, a Sonangol está a expandir as suas capacidades técnicas e de recursos humanos. O mesmo responsável afirmou que a empresa tenciona inaugurar o seu Centro de Investigação e Desenvolvimento no Sumbe durante o primeiro trimestre de 2027.

«Queremos colaboradores com competências de alta qualidade. Estamos a investir muito no desenvolvimento humano», adiantou. «O nosso centro de investigação vai abrir no primeiro trimestre de 2027, no Sumbe.»

O relatório anual de 2025 da Sonangol revelou que a construção das instalações no Sumbe tinha atingido 98,76% de conclusão em 2025. O centro apoia a investigação nas áreas da recuperação avançada de petróleo, das tecnologias de exploração geológica e da interpretação sísmica assistida por IA, entre outras.

«Isto proporcionará uma oportunidade para reforçar as capacidades no sector do petróleo e do gás», afirmou Gaspar Martins. «[O centro] irá apoiar os próximos 50 anos da Sonangol enquanto uma das empresas petrolíferas mais sólidas do país.»

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