Kátia Epalanga, da Sonangol, lidera a Muhatu e reforça a aposta no crescimento inclusivo
Com mais de 23 anos de experiência, Epalanga traz para o cargo um percurso consolidado, marcado pelo desempenho de várias funções executivas na Sonangol e no Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás. Engenheira sénior de instalações petrolíferas, com mestrado em Engenharia Química, conta ainda com experiência em grandes operadores internacionais, como a Chevron e a TotalEnergies. Na TotalEnergies, participou na engenharia e execução de duas FPSO do projeto Kaombo, o maior desenvolvimento petrolífero de Angola.
Reforçar a inclusão e a inovação através da liderança feminina
Fundada em 2022, a Muhatu tem-se afirmado como uma plataforma relevante para promover a participação das mulheres no setor do petróleo e do gás em Angola. A organização atua na intersecção entre o desenvolvimento profissional, a sensibilização institucional e o alinhamento com as necessidades da indústria, trabalhando em estreita colaboração com operadoras, entidades reguladoras e empresas de serviços para melhorar o acesso, a representação e os percursos de liderança das mulheres no setor.
Sob a liderança anterior, a Muhatu apostou no reforço da sua credibilidade institucional e no alargamento do seu envolvimento com os principais intervenientes da indústria. Entre as prioridades estiveram o fortalecimento de parcerias com entidades nacionais, como a Sonangol e a ANPG, bem como a promoção de iniciativas de mentoria e desenvolvimento de competências. A organização desempenhou igualmente um papel relevante no alinhamento da inclusão de género com as políticas de conteúdo local, contribuindo para que as estratégias de desenvolvimento da força de trabalho reflectissem os objectivos industriais de longo prazo de Angola.
A nomeação de Epalanga representa a continuidade – e, muito provavelmente, a aceleração – desta agenda. A sua liderança surge acompanhada da expectativa de uma integração ainda mais profunda com a indústria, sobretudo num contexto em que os projetos se tornam cada vez mais complexos do ponto de vista técnico e mais exigentes em termos de capital. A próxima fase da Muhatu implicará ir além da sensibilização e traduzir essa missão em resultados concretos: maior representação feminina em funções técnicas, participação reforçada na execução de projetos e maior visibilidade em cargos de liderança.
Um momento decisivo para o mercado
A nomeação de Epalanga ocorre num momento particularmente importante para Angola, numa altura em que o país procura manter a produção acima de um milhão de barris por dia, através da aceleração da exploração e do desenvolvimento de campos maduros. Angola está a reposicionar ativamente o seu setor de petróleo e gás, combinando reformas regulatórias, rondas de licenciamento ambiciosas e investimentos direcionados em infraestruturas de petróleo e gás. Paralelamente, os projetos tornam-se mais diversificados, abrangendo desenvolvimentos em águas ultraprofundas, monetização do gás e tecnologias emergentes de baixo carbono, como a integração da captura de carbono.
Neste contexto em transformação, cresce a procura por uma força de trabalho qualificada, adaptável e inclusiva. A Muhatu encontra-se bem posicionada para responder a esta evolução, alargando a base de talentos e promovendo uma participação mais ampla das mulheres em toda a cadeia de valor da indústria do petróleo e do gás. Este alinhamento deverá estar também em destaque na próxima edição da conferência e exposição Angola Oil & Gas (AOG), que terá lugar nos dias 9 e 10 de setembro, com um dia de pré-conferência a 8 de setembro. Enquanto principal plataforma do setor, o evento continuará a colocar o conteúdo local e a inclusão no centro das discussões sobre o futuro do petróleo e do gás em Angola.
Participante de longa data na AOG, a Muhatu tem desempenhado um papel central na valorização da presença feminina no setor. Com a nomeação de Kátia Epalanga, a organização entra nesta nova fase com um mandato reforçado, elevando a sua posição de participante para uma voz estratégica nas discussões sobre talento, inclusão e capacidade de execução. Neste sentido, esta mudança de liderança não é apenas institucional: está diretamente alinhada com as prioridades imediatas da indústria e com os resultados que a AOG pretende impulsionar.

