TotalEnergies compromete-se a investir 10 mil milhões de dólares em Angola, à medida que a nova produção entra em funcionamento
«Nos próximos cinco anos, iremos investir 10 mil milhões de dólares em Angola, em todos os nossos projectos», afirmou Pouyanné na ocasião.
Este compromisso de investimento surge num momento em que Angola procura manter a produção petrolífera através de novas descobertas, investimento em campos maduros e exploração em zonas de fronteira. O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, afirmou que os recentes sucessos na exploração demonstram o potencial ainda existente nas bacias do país.
«Algumas pessoas pensavam que o petróleo tinha acabado, mas ainda aqui está e continuará aqui», afirmou Diamantino Azevedo. Destacando uma descoberta feita pela Sonangol no Bloco 24 este ano e uma nova descoberta da ExxonMobil no poço Vicango East-01, no Bloco 15, ao mesmo tempo que reiterou as expectativas de que a produção comece no projecto de desenvolvimento de Kaminho, liderado pela TotalEnergies, no Bloco 20/11, em 2028.
De acordo com Pouyanné, a TotalEnergies produz actualmente cerca de 450 000 barris por dia (bpd) em Angola. A empresa detém também uma participação de 10% no Bloco 0, onde a Chevron anunciou recentemente mais uma descoberta no poço de exploração 105-4X.
O Bloco 0 constitui a base da estratégia mais ampla da Chevron em Angola, que visa aumentar a produção a partir das áreas de exploração maduras do país. O vice-presidente de Exploração, Kevin McLachlan, afirmou que esta última descoberta superou as expectativas anteriores à perfuração, tendo sido encontrada uma coluna bruta de hidrocarbonetos com cerca de 2 000 pés e uma espessura útil líquida superior a 300 pés.
«Temos trabalho a fazer para determinar o melhor caminho para o desenvolvimento, mas isto lembra-nos a todos que as bacias maduras ainda têm boas oportunidades pela frente», afirmou McLachlan.
A empresa está também a avançar com a exploração nos Blocos 49 e 50, onde a aquisição de dados sísmicos 3D está a decorrer, na perspectiva de uma eventual decisão de perfuração. «Estamos ansiosos por ver os resultados nos próximos meses, sendo que a decisão de perfurar será tomada pouco tempo depois», afirmou.
Entretanto, a Azule Energy - uma joint venture angolana entre a bp e a Eni - está a produzir mais de 200 000 bpd e a avançar com mais uma série de projectos. Gordon Birrell, vice-presidente executivo da área de Upstream da bp, destacou o arranque antecipado da FPSO Agogo em 2026, a entrega antecipada do projecto de desenvolvimento do New Gas Consortium (NGC) e a decisão final de investimento (FID) em Junho de 2026 relativa ao Greater PAJ, que irá integrar cinco campos distribuídos por dois blocos através de um único projecto de desenvolvimento e de uma única FPSO.
«A Azule tem continuado a descobrir novas oportunidades, como a descoberta de Algaita no Bloco 15/06», afirmou, salientando que «o futuro de Angola continua a ser extremamente promissor. Debatemos como podemos aumentar a produção, manter este negócio em crescimento e como podemos continuar a criar valor a longo prazo para o povo angolano.»
Guido Brusco, director de operações (COO) da área de Recursos Naturais da Eni, afirmou que a Azule se tornou uma das maiores operadoras independentes de Angola desde a sua criação em 2022, sendo que o projecto NGC constitui uma parte central da sua próxima fase de produção.
«O nosso compromisso com Angola encontra a sua melhor expressão na Azule Energy, através da nossa parceria com a bp», afirmou Brusco. Acrescentando que «pretendemos confirmar o nosso compromisso com Angola, apostando num sector mais resiliente e diversificado, que gere grande valor para as gerações futuras.»
A TotalEnergies está também a preparar o seu próximo ciclo de exploração. Patrick Pouyanné comprometeu-se a comercializar futuras descobertas na sequência da prorrogação do Bloco 32. A empresa irá ainda lançar uma nova iniciativa de inteligência artificial (IA) para as geociências, sendo Angola o primeiro mercado onde esta será implementada.
«Vamos anunciar uma iniciativa de grande envergadura no domínio da IA aplicada às geociências e iremos aplicá-la, em primeiro lugar, em Angola», afirmou.
Com milhares de milhões de dólares em novos investimentos, novas descobertas e decisões de perfuração a avançar tanto em áreas maduras como em áreas de fronteira, as principais operadoras internacionais de Angola aproveitaram a AOG 2026 para sinalizar que o crescimento da exploração e da produção continua firmemente no centro das suas estratégias de longo prazo.

